A minha intenção é de somente divulgar uma pesquisa que realizei durante muito tempo, procurado saber sobre os diversos tipos de temperos, por uma mera curiosidade gastronômica. Gosto muito da gastronomia e sempre que posso me dedico a pesquisas nesse sentido. Tudo que escrevo aqui é fruto de pesquisa e, faço muitas copias daquilo que pesquisei. Não informo a fonte da pesquisa, pois verifiquei que em muitos sites se repetem os textos de outros sites, o que tornou difícil eu saber, na grande maioria, o autor da publicação e por isso omito esta informação. Se alguém identificar um texto seu, por favor, me indique que prontamente estarei indicando a sua autoria.

Gostaria que todos me ajudassem a enriquecer estas informações, complementado as que já existem, adicionando outras que julgar relevantes, e colaborado com novos temperos e/ou receitas.

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sábado, 10 de setembro de 2011



APRESENTAÇÃO


Podemos “temperar” um prato visando “atiçar” alguns dos nossos sentidos, seja o olfato, dado a ele um especial perfume, seja a visão, dado a ele uma cor ou um brilho atraente, seja o paladar, dado a ele um sabor inigualável. E isto poderá ser feito com o uso de ervas, especiarias e/ou condimentos.
As ervas são as folhas frescas ou secas das plantas, exemplo: salsa, cebolinha.  As ervas frescas devem ser acrescentadas na receita, somente ao final do cozimento, para não desaparecerem, ou seja, você não perceber o sabor, alem do que o calor do cozimento diminui seu aroma. Compre o suficiente para usar no máximo, em uma semana. O tempo de validade das ervas secas é em torno de 3 meses, mais prefira as ervas frescas, o sabor é inigualável. Para guardar as ervas secas tome alguns cuidados, evite que elas fiquem expostas ao sol e mantenha sempre em embalagens fechadas.
As especiarias são os frutos, sementes, flores, caule casca, e raízes das plantas, marcantes pelos seus sabores e aromas, exemplo: noz moscada, semente do coentro, raiz do coentro. Já as especiarias, prefira comprar inteiras e não moídas. As moídas perdem sabor e aroma, com até um mês. Algumas sementes ao serem amassadas liberam o sabor e aroma, como a pimenta do reino, endro, coentro, cominho, entre outros, isso porque, inteiras, elas mantém o óleo essencial protegido por mais tempo. É esse óleo que dá sabor aos alimentos. Para aproveitar melhor este sabor é manter as especiarias armazenadas por inteiro, moendo conforme a necessidade ou guardadas moídas em pequenas quantidades para uso rápido.
Em alguns casos, a mesma planta pode produzir tanto especiaria como erva como, por exemplo, o coentro.
Os condimentos são molhos ou a mistura de vários temperos adicionados a comida para dar um sabor especial ou complementar o prato, muitas vezes, de sabor picante e, por isso adicionado em pequenas quantidades. Condimentos populares incluem sal, pimenta, ketchup, mostarda, azeite, vinagre e açúcar. Podem ser adicionados antes de servir e durante o consumo, como ketchup e mostarda; outros são usados durante o cozimento para dar sabor e textura aos alimentos, por exemplo, molho barbecue, molho teriyaki, molho de soja e todos têm sabores que podem aprimorar o gosto de uma variedade de carnes e vegetais diferentes.
Outros condimentos são elaborados com misturas de especiarias (como o chili) ou de ervas (como o bouquet garni).
Ervas e especiarias podem ser armazenadas em recipientes a vácuo. A maioria das especiarias fica bem armazenada por cerca de um ano, duas vezes mais que as ervas secas, que, quando armazenadas, têm vida útil de seis meses.
Evite comprar ervas secas e especiarias em embalagens muito grandes. Compre o necessário para algumas receitas, pois com o passar do tempo, o sabor e o aroma tendem a diminuir.
Uma boa seleção de ervas e especiarias na despensa da sua casa pode acrescentar muita coisa aos seus pratos no dia-a-dia.
AÇAFRÃO

Dados Gerais:

A bela planta bulbosa da família das iridáceas, também designada por açafroeira ou açaflor, de flor lilás, cujos estigmas, finíssimos e de cor vermelha, e parte dos estiletes dão uma especiaria preciosa - a mais cara do mundo - de perfume e sabor requintados, utilizada também, desde tempos remotos, como remédio e pigmento.
O nome científico da planta, crocus sativus, deve-se à aldeia de Krokos, na Grécia, origem de um dos maiores volumes de produção no Ocidente. A aldeia está situada na Macedônia Ocidental, já o nome açafrão vem do árabe za'faran, que significa amarelo.
Originário da Ásia, este tempero é muito usado na Europa, na Índia e em países árabes. Por ser muito caro, o seu uso é um pouco restrito.
O açafrão é obtido dos pistilos de uma planta e enriquece os pratos com sua cor e sabor característicos. Pode ser vendido em pistilos desidratados ou em pó.
Seguidamente confunde-se açafrão com cúrcuma, conhecida por açafrão-da-terra, produto que se popularizou nos últimos 30 anos.
Se pensar que são necessárias mais de 100 mil flores para se obter 1 kg de açafrão e que a colheita, efetuada entre Outubro e Novembro, é inteiramente feita à mão, o mesmo acontecendo com a separação dos estigmas da flor, percebe-se por que motivo os preços do açafrão são muitas vezes comparados aos do ouro.

Utilização/Preparo:

Na culinária utilizam-se apenas os 3 pistilos de cor vermelho-alaranjado de cada flor, que podem ser utilizados inteiros ou em pó. Devido ao seu preço, até pelo sabor intenso e forte, muito pouco açafrão é necessário. A chave é distribuí-lo de maneira uniforme.
Ele pode ser esmagado até tornar-se um pó fino. Sua utilização em pó não pode ser feita diretamente ao alimento, é necessária sua dissolução em líquido que pode ser: água, caldo, azeite ou óleo (quentes). Lembre-se de que a especiaria não pode ser frita. O açafrão deverá expandir em contato com água quente e um copo deve ser suficiente para 500 gramas de arroz.
O açafrão pode ser usado em pratos à base de arroz, como nos risotos italianos ou na maravilhosa paella valenciana, prato típico da cozinha espanhola à base de arroz, frutos do mar, peixes, aves, carne de porco, legumes e temperos. Enriquece também massas, carnes brancas, sopas de frango ou de peixe e até pães.
Na Índia é ingrediente indispensável no preparo do carril. Em sobremesas pode ser incluído no preparo de arroz-doce, pudins à base de semolina e em muffins.

Conservação:
 
Guardar em embalagens bem fechadas, em local seco e fresco, longe da luz.

Cuidados na Compra:

Em pistilo (seco) ou em pó. Como se trata de uma especiaria cara sujeita a falsificação, utilizam outros tipos de flores ou aumentam o peso acrescentando gorduras e óleos, para garantia de sua compra aconselha-se a compra a partir dos pistilos inteiros.

O condimento de cor vermelha deve ser evitado, pois também é falso.
Lembre-se, a dica é comprar o açafrão inteiro e não em pó.

Cuidados no Uso:

Doses elevadas podem trazer efeitos tóxicos. Pode ser abortivo se ingerido algumas gramas.

Curiosidades:

Surgiu fruto do sangue derramado do jovem Crocus, assassinado involuntariamente por Hermes, deus do comércio e dos ladrões, e que Zeus dormia em leitos forrados com açafrão para despertar impulsos sexuais.

Existe uma história bem curiosa sobre o risoto à la milanesa.
Tudo se passou em 1754, na Lombardia, durante os preparativos para a festa de casamento da filha de Valério da Profondavalle, um artesão flamengo. Naquela época, os pistilos serviam como pigmento, muito utilizados na pintura de afrescos e na coloração de vidros. Um ajudante, sem querer, deixou cair um pacotinho de pistilos dentro da panela onde estava sendo preparado o arroz para o banquete. Para sorte do ajudante, o chef experimentou e aprovou o arroz, que ganhou além do sabor agradável, uma cor dourada muito bonita.

Algumas receitas:

Arroz Persa
                                    
Rendimento:
4 porções

Ingredientes: 
400g de arroz agulhinha ( de preferência arroz Basmati)
0,1g de açafrão                
50 g de manteiga
Sal a gosto

Modo de preparo:
Lavar o arroz várias vezes em uma bacia sem mexer muito para não quebrar o arroz até que a água fique clara. Cobrir com água, acrescentar sal ( 2 colheres de sopa ) e deixar para o dia seguinte.
No dia seguinte, jogar a água fora e lavar o arroz sem mexer para não quebrá-lo.  Pegar uma panela grande (mínimo 6 litros ) e colocar 4 litros de  água.
Colocar a água para ferver com uma colher de sopa de sal. Depois de ferver a água colocar o arroz e deixar ferver por 10 min. ( o arroz deve ficar al dente ). Escorrer o arroz e passar uma água fria.
Untar uma panela teflon, com uma colher de óleo ou manteiga, soltar o arroz escorrido sem mexer. Tampar a panela com uma tampa envolvida em um pano. Deixar em fogo médio por uns 3 ou 4 min. Depois abaixar o fogo e deixar cozinhar por 30 mi. Tirar o arroz da panela, decorar com açafrão e servir com manteiga.
Obs: A parte crocante que fica no fundo, o famoso TAH-DIG, da panela é uma   especialidade muito apreciada.
 Modo de preparo do açafrão :
 0,1 g de açafrão bem moído, diluir em 2 colheres de sopa de água fervendo e deixar em infusão por no mínimo meia hora.

Risoto à Milanesa

Rendimento:
4 porções

Ingredientes: 
Principais
300 g de Arroz para risoto
50 g de manteiga
40 g de queijo grana ou parmesão ralado
30 g de tutano de boi
1 cebola pequena
1 envelope de açafrão
Sal a gosto
Para o caldo de carne:
1 litro de água
200 g de carne de gado
1 cebola
1 cenoura
   
Modo de preparo:
Para o caldo:
Ferver a água e acrescentar a carne de gado, a cebola, a cenoura e o aipo. Ferver durante 25 minutos.
Preparação principal:
Aqueça 40 g de manteiga numa panela, adicione a cebola cortada em rod elas, o tutano e quase todo o caldo de carne. Acrescente o arroz e mexa. Passado 1 minuto, regar com 1 concha do caldo reservado, acrescentando mais à medida que se evapore mas guardando uma última concha. Dez minutos antes do final da cocção acrescentar o açafrão diluído nesse caldo restante.  Quando terminar de cozinhar, apagar o fogo, acrescentar ao arroz a manteiga crua restante e o queijo, e, se necessário, corrigir o sal. Misturar, deixar repousar durante alguns minutos e servir.
Observação: Dependendo do tipo de arroz pode ser que não seja necessário agregar todo o caldo ou, pelo contrário, que seja necessário mais. O arroz tem que estar cremoso, mas não molhado.

Paella Valenciana

Rendimento:
10 porções

Ingredientes:
10 camarões fresco grande com casca
20 lagostins com casca
800 g de camarão pequeno fresco sem casca
500 g de lula em anéis
300 g de vieiras
300 g de marisco com casca
400 g de filet de pescado cortados em cubos médios
500 g de frango a passarinho semi frito
250 g de lingüiça calabresa cortados em rodelas
800 g de arroz parboilizado
30 g de alho picado
200 g de molho de tomate
30 g de páprica
100 ml de azeite de oliva
200 g de vagem fresca
200 g de ervilha fresca
2 l de caldo de peixe
2 g de açafrão diluído em água quente
Sal a gosto

Modo de preparo:
Aqueça bem a paelleira, coloque o azeite e quando estiver bem quente acrescentar o alho. Quando o alho estiver bem dourado, acrescente o frango semi frito. Em seguida, acrescente o camarão pequeno, os anéis de lula, a lingüiça e as vieiras. Deixe dourar. Acrescente o molho de tomate, o açafrão, a páprica e o arroz, misture tudo e coloque o caldo de peixe e sal.
Para finalizar coloque o camarão grande, os lagostins e os mariscos com casca e o pescado em cubos, as ervilhas frescas e a vagem, acrescente um pouco mais de sal e cubra com papel alumínio. Deixe cozinhar em fogo médio entre 18 a 20 minutos e sirva  quando o arroz estiver cozido;
Observação:
Caso o arroz ainda esteja duro, acrescentar um pouco mais de caldo de peixe.



TABELA DE COMPOSIÇÃO QUÍMICA

Resultado da busca na Base de Dados de Nutrientes do USDA SR14

Açafrão

Nome científico:    Crocus sativus

NDB No:    02037

Nutrientes

UnidadeValor por 100 g
Relacionados
Águag11.9
Caloriaskcal310
Proteínasg11.43
Lípides totais (gordura)g5.85
Carboidratos, por diferençag65.370003
Fibra total dietéticag3.9
Cinzasg5.45
Minerais
Cálcio, Camg111
Ferro, Femg11.1
Magnésio, Mgmg264
Fósforo, Pmg252
Potássio, Kmg1724
Sódio, Namg148
Zinco, Znmg1.09
Cobre, Cumg0.328
Manganês, Mnmg28.408001
Selênio, Semcg5.6
Vitaminas
Vitamina C, ácido ascórbico totalmg80.800003
Tiaminamg0.115
Riboflavinamg0.267
Niacinamg1.46
Ácido pantotênicomg0
Vitamina B6mg1.01
Folato totalmcg93
Vitamina B12mcg0
Vitamina AUI530
Vitamina A, RAEmcg_RAE27
Lípides
Ácidos graxos, total saturadosg1.586
Ácidos graxos, total mono-insaturadosg0.429
Ácidos graxos, total poli-insaturadosg2.067
Colesterolmg0
Fonte: USDA Nutrient Database for Standard Reference, Release 14 (Julho 2001)
AÇÚCAR

Dados Gerais:

O açúcar é uma forma possível dos carboidratos (as outras formas são amido, celulose e alguns outros compostos encontrados nos seres vivos). A forma mais comum de açúcar consiste em sacarose no estado sólido e cristalino. O açúcar promove uma alteração no sabor dos alimentos e bebidas, tornando-os mais doces. É produzido comercialmente a partir de cana-de-açúcar ou de beterraba.   
A cana é cultivada desde o ano 20 mil antes de Cristo! Os habitantes das ilhas do sul do Pacífico foram os primeiros a descobrir as saborosas propriedades desta planta. Cultivada pela primeira vez lá em Papua Nova Guiné, a cana seguiu seu rumo espalhando-se pelas ilhas vizinhas, como Fiji e Nova Caledônia. Aventureira e destemida, ela continuou sua viagem adocicada pelas Filipinas, Indonésia, Malásia e Índia. Os indianos foram os primeiros a utilizar o suco da cana para produzir o açúcar "bruto"! Isso aconteceu por volta do ano 500 antes de Cristo, e o tal açúcar recebeu o nome de gur. A produção dessa doçura se espalhou entre os povos do Oriente Médio: os árabes aprenderam com os persas a fazer açúcar sólido e assim, mais ou menos no século 3 antes de Cristo, surgiram as "rotas do açúcar": caravanas se encarregavam de vender o produto nos países asiáticos e africanos.
A América do Sul só foi sentir o doce gostinho do açúcar quando Cristóvão Colombo levou plantas de cana-de-açúcar das ilhas Canárias para serem cultivadas em São Domingos, hoje conhecida como República Dominicana.
Há vários tipos de açúcar no mercado, o que os diferencia é o processo pelo qual cada um passa, mudando seu gosto e sua cor. Além da cana de açúcar, há açúcar nas frutas e no milho (a frutose) e no leite (a lactose). A beterraba é outra fonte de açúcar, mas tem um processo de extração diferente. Ela é popular na Europa.
Confira os diferentes tipos de açúcar, obtidos a partir do processamento da cana-de-açúcar:

Açúcar mascavo ou açúcar mascavado (açúcar bruto): açúcar petrificado é formado por cristais grandes e escuros sua coloração é variável entre caramelo e marrom, resultado da cristalização do mel-de-engenho, e ainda com grande teor de melaço, possui sabor um pouco forte e parecido com o da rapadura. Como ele não passa por processo de refinamento, mantêm assim as vitaminas e sais minerais, ele contém cálcio e ferro, e é bastante usado em produtos naturais.

Açúcar demerara: açúcar granulado de coloração amarela, cor similar ao mascavo, passa pelo processo de secagem, em que há maior perda de água e é mais concentrado, razão de ser mais doce, é mais utilizado para exportação. Os seus cristais maiores e dourados adicionam uma sensação crocante à cobertura de bolos, biscoitos, cereais e frutas. Tradicionalmente, serve de acompanhante ao café ou ao chá, acentuando as características dos mesmos.

Açúcar refinado granulado: puro, sem corantes, sem umidade ou empedramento e com cristais bem definidos, é obtido pelo refino do açúcar cristal dissolvido, que passa por um processo de cristalização controlada, obtendo-se um açúcar com granulometria homogênea, com baixa cor, especial para processos que exijam elevadas purezas. Este açúcar tem uma utilização muito diversificada e pode ser usado na realização da grande maioria de doces ou massas, uma vez que tem menor facilidade de dissolução. Por esta razão, é especialmente indicado para compotas, caldas de açúcar, conservas de frutos, folhados açucarados, e muitos mais doces deste gênero.

Açúcar refinado amorfo: é obtido por um processo de refino do açúcar com baixa cor, granulometria muito fina e brancura excelente, o refinado amorfo é utilizado no consumo doméstico, em misturas sólidas de dissolução instantânea, bolos e confeitos, caldas transparentes e incolores. Este açúcar liga rapidamente os ingredientes e dá homogeneidade às massas.

Açúcar de confeiteiro ou glaçúcar: é obtido da moagem maior do açúcar refinado, com acréscimo de 3% de amido, para evitar a agregação dos cristais, com grânulos brancos e bem finos, cristalinos, produzido diretamente na usina, sem refino e destinado à indústria alimentícia, que o utiliza em massas, biscoitos, confeitos e bebidas. É muito usado em confeitaria, tanto no preparo de receitas como na finalização.


Açúcar invertido ou xarope invertido: Com 1/3 de glicose, 1/3 de frutose e 1/3 de sacarose, solução aquosa com alto grau de resistência à contaminação microbiológica, que age contra a cristalização e a umidade. É utilizado em frutas em calda, sorvetes, balas e caramelos, licores, geléias, biscoitos e bebidas carbonatadas. O termo açúcar invertido, decorre de uma característica física da sacarose, que se altera neste processo: originalmente, um raio de luz polarizada que incide sobre a sacarose gira para a direita. Após o processamento descrito, a luz desvia para a esquerda, ou seja, inverte daí o nome dado: açúcar invertido.
Receita de açúcar invertido
Ingredientes
1 kg de açúcar
430 ml de água
4 colheres de sopa de suco de limão
5 gramas de bicarbonato
Modo de preparo:
Levar o açúcar e a água ao fogo. Quando começar a liberação do vapor, adicionar o suco de limão e manter a mistura no fogo baixo por 40 a 50 minutos. Retire do fogo deixe esfriar até atingir 50 ºC adicione o bicarbonato de sódio e misture por 10 segundos.  Colocar num frasco e deixar esfriar no refrigerador.






Açúcar líquido ou xarope simples: é obtido com a dissolução do açúcar refinado de cana ou beterraba em água, é transparente e límpido, é uma solução aquosa usada quando é fundamental a ausência de cor, caso de bebidas claras, balas, doces e produtos farmacêuticos.
Receita de açúcar líquido:
Ingredientes
10 xícaras de chá de açúcar (2, 5 kg)
10 xícaras de chá de água
Modo de preparo
Misture o açúcar e a água numa panela grande. Mexa e cozinhe até que o açúcar esteja dissolvido e a água ferva. Deixe cozinhar por 1 ou 2 minutos. Tire do fogo e deixe esfriar. Usando uma gaze limpa coe o xarope sobre um vidro de boca larga. Cubra. Para uso na cozinha ou ao servir, a proporção é 2 medidas de xarope equivalem a uma medida de açúcar granulado.








Açúcar orgânico: produto de granulação uniforme, produzido sem nenhum aditivo químico, tanto na fase agrícola como na industrial. Pode ser encontrado nas versões clara e dourada. Seu processamento segue princípios internacionais da agricultura orgânica e é anualmente certificado pelos órgãos competentes. Na produção do açúcar orgânico, todos os fertilizantes químicos são substituídos por um sistema integrado de nutrição orgânica para proteger o solo e melhorar suas características físicas e químicas. Evitam-se doenças com o uso de variedades mais resistentes e combatem-se pragas (como a broca-da-cana) com seus predadores naturais – vespas, por exemplo.

Açúcar Cristal : é o açúcar refinado em cristais grandes e transparentes, daqueles difíceis de dissolver na água, não passa por algumas fases de refino, o que resulta em pequenos cristais, de cor branca. É encontrado também em cubos, obtidos a partir da compressão com xarope de açúcar, a fim de manter os cristais unidos. Muitos preferem o cristal, porque ele é mais econômico e rende mais. Para quem cozinha muito, é uma grande vantagem. Os cristais de maior dimensão apuram o sabor do café e adoçam, sutilmente, sem alterar o seu verdadeiro sabor.


Açúcar Light: é feito à base de açúcar, o que lhe confere uma textura e um sabor semelhantes ao açúcar tradicional, com a grande diferença de possuir menos 50% de calorias. É resultado da mistura de açúcar refinado e edulcorantes, bem mais doce do que o açúcar refinado.  Como tem a mesma performance do açúcar tradicional, é ideal para confeccionar todo o tipo de doces: compotas, semi-frios, pudins, gelados, doces de colher, ovos-moles, massas e xaropes.

Açúcar de beterraba: O processo é igual ao da extração do açúcar de cana. Na Europa devido ao inverno rigoroso, a cana não se desenvolve bem naquela região e a beterraba é uma alternativa à importação, já que os dois tipos de açúcar são bastante parecidos e o rendimento industrial é igual.

Frutose: é extraída das frutas e muitas vezes do milho. A frutose fornece a mesma quantidade de calorias que o açúcar refinado. A grande diferença é o seu "poder de adoçar", 33% maior que o açúcar comum.


Açúcar Colorido: de dois tipos, cristal e granulado, leva corantes alimentícios. Seu uso é mais decorativo, em bolos, biscoitos e docinhos.


TABELA DE COMPOSIÇÃO QUÍMICA

Resultado da busca na Base de Dados de Nutrientes do USDA SR14

Açucar, refinado

NDB No:    19336

Nutrientes

UnidadeValor por 100 g
Relacionados
Águag0.3
Caloriaskcal389
Proteínasg0
Lípides totais (gordura)g0.1
Carboidratos, por diferençag99.599998
Fibra total dietéticag0
Cinzasg0
Minerais
Cálcio, Camg1
Ferro, Femg0.02
Magnésio, Mgmg0
Fósforo, Pmg0
Potássio, Kmg2
Sódio, Namg1
Zinco, Znmg0
Cobre, Cumg0.001
Manganês, Mnmg0.001
Selênio, Semcg0.6
Vitaminas
Vitamina C, ácido ascórbico totalmg0
Tiaminamg0
Riboflavinamg0.019
Niacinamg0
Ácido pantotênicomg0
Vitamina B6mg0
Folato totalmcg0
Vitamina B12mcg0
Vitamina AUI0
Vitamina A, RAEmcg_RAE0
Lípides
Ácidos graxos, total saturadosg0.018
Ácidos graxos, total mono-insaturadosg0.032
Ácidos graxos, total poli-insaturadosg0.05
Colesterolmg0
Fonte: USDA Nutrient Database for Standard Reference, Release 14 (Julho 2001)

ÁGUA DE FLOR DE LARANJEIRA

Dados Gerais:

As flores da laranjeira são brancas e serosas e possuem apenas cinco pétalas. Devido ao seu perfume, quando destiladas as flores de laranja produzem um elixir de cheiro doce chamado de água de flor de laranjeira. Da destilação o óleo perfumado, mas claro, mantém as características do mesmo aroma da flor que é extraído, resultando em um perfume popular usado em muitos cosméticos diferentes, a água de flor de laranjeira também tem muitos usos culinários.
Água de flor de laranjeira é também conhecida como água de flor de laranjeira, zahr, ou zahr ma el el '. Quando usado na Grécia e Chipre, a água com sabor é conhecido como anthonero, a água de flor de laranjeira é usada no Marrocos, México, frança, mediterrâneo, estados unidos, e muitas outras áreas.
No noroeste da África, utiliza-se para aromatizar cuscuz e bolos ou em infusões calmantes. No Sul de França, é indispensável numa tarte tropézienne ou em fougassettes (tipo de pão provençal). Para ser mais original, aventure-se na « nouvelle cuisine » e umedeça o foie gras com ela, antes de fritá-lo.
Na cozinha meio oriental tradicional, a água é usada para pratos de sabor doce e salgado, bem como bebidas. Bolos de casamento, madeleines, marshmallows, bolinhos, e da popular bebida gin fizz ramos, todos fazem uso de água de flor de laranjeira. A água é utilizada em muitas outras sobremesas, bem como o martini vitoriano, que é composto de água de flor de laranjeira, vermute e gim. água de flor de laranja pode ser usada no baklava, tortas, refrigerantes, doces, e quaisquer outros pratos desejados.

Utilização/Preparo:

O preparo líquido aromatizado de flores de laranjeira pode ser utilizado tanto para beber como para a aromatização de pratos.
No Oriente Médio, é usada com fins terapêuticos e culinários. Tem propriedades calmantes. Gotas da água de flor de laranjeira são adicionadas em doces e salgados, ao café ou mesmo à água potável fervida, quando se transforma em uma bebida digestiva. As melhores são as libanesas, encontradas em lojas de produtos árabes.

Conservação:

Manter o frasco bem fechado, longe do fogo e de fontes de calor. Conservar o produto a temperatura ambiente, ao abrigo da luz direta, do calor excessivo e da umidade.

Curiosidades:

A flor e a folha da laranjeira são ricas em óleos e essências muito usados na medicina popular e em perfumaria.

A infusão de folha de laranjeira é indicada para aliviar a enxaqueca e ajudar a baixar a febre.

Algumas gotas de água de flor de laranjeira no travesseiro são ótimas para afastar a insônia e favorecer um sono repousante.

Já a infusão preparada com a flor de laranjeira é um excelente calmante. O preparo é fácil: junte um punhado de flores no bule e despeje por cima 1 litro de água fervente. Tampe e deixe descansando por alguns minutos, depois é só coar e beber.

Algumas receitas:

Baclawa


Rendimento:
18 porções

Ingredientes:
Calda de Açúcar:
2 xícaras de chá de água
4 xícaras de chá de açúcar refinado
1 colher de sopa de água de rosas
1 colher de sopa de água de flor de laranjeira
1 limão
Doce:
400 g de noz moída
1 xícara de chá de açúcar refinado
3 colheres de sopa de água de flor de laranjeira
2 pacotes de massa folhada pronta
200 g de manteiga sem sal

Modo de preparo:
Misture as nozes com o açúcar refinado e a água de flor de laranjeira.
Abra a massa folhada bem fininha e corte em retângulos.
Coloque em uma assadeira camadas de massa folhada pinceladas com manteiga derretida, entremeadas com a mistura de nozes. A última camada deve ser de massa.
Leve ao forno brando por 40 minutos. Retirar do forno e banhar com a calda de açúcar para doces árabes.
Calda de Açúcar:
Ferva a água e o açúcar refinado durante 5 minutos.
Coloque a água de rosas, a de flor de laranjeira e o suco de limão.
Ferva mais 2 minutos e retire do fogo.

Lagrimas de Cupido

Rendimento:
20 docinhos

Ingredientes:
Massa:
1/2 xícara de chá de leite
2 gemas
2 xícaras de chá de farinha de trigo
1 xícara de chá de açúcar
1 colher de sobremesa de fermento químico em pó
1 pitada de canela
Calda:
2 xícaras de chá de açúcar
1 xícara de chá de água
1 colher de sopa de água de flor de laranjeira

Modo de Preparo:
Para as lágrimas – misture todos os ingredientes e amasse até obter uma massa lisa. Em uma assadeira forrada com papel manteiga untado, faça com uma colher pequenos suspiros. Leve ao forno médio pré-aquecido e asse até que o fundo dos docinhos fique dourado. Reserve.

Para a calda - leve ao fogo o açúcar, a água e a água de flor de laranjeira. Cozinhe até formar uma calda grossa. Retire do fogo e regue os docinhos para que a calda escorra como lágrimas. Sirva frio.

Sembei
  
Rendimento:
30 biscoitos

Ingredientes
3 colheres de sopa bem cheias de farinha de trigo
2 a 3 colheres de sopa de açúcar
3 colheres de sopa de karo (glucose de milho) ou outro tipo de maltose
1 colher de sopa de amido de milho (maisena)
2 ovos
1 colher de água de flor de laranjeira

Modo de Preparo
Misture todos os ingredientes até obter uma massa bem homogênea.
Em uma forma antiaderente, coloque uma colher da massa e abra até ficar aproximadamente como a abertura de um copo (7a 8 cm de diâmetro).
A massa também não pode ficar grossa.
Coloque os biscoitos em forno pré-aquecido e asse por cerca de 5 minutos, até ficar douradinho.